Pessoal, muitas informações então sendo colocadas sobre a questão do aumento dos 200 dias letivos. Precupado com as implicações políticas por detrás da difusão dessas informações, procurei me informar sobre o assunto e encontrei algumas informações valiosas: Não acontece uma imposição e sim um discussão com objetivo de diálogo real.
Nas palavras do ministro da educação Fernando Haddad: “Tem gente que defende o aumento da carga horária; outros, o aumento do número de dias letivos. E há essa terceira ideia, de por que não fixar número mínimo de dias e de horas e dar alguma liberdade para a rede – e não a escola – se organizar? É uma terceira ideia que surgiu”, disse ao Estado o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira. “Por exemplo: se são fixadas no mínimo mil horas e no mínimo 200 dias, a escola pode dar cinco horas por dia e manter 200 dias letivos ou pode dar 4h30 em 220 dias.”
Conclusão: Se aprovada a terceira proposta a Rede e não unidade escolar deverão optar pelo aumento de dias ou horas. ( Ou seja, rede estadual, municipal, particular, ensino técnico etc.). E mais: Na LDB se prescreve um mínimo de 800 horas e 200 dias letivos. No Estado de São Paulo temos já 6 aulas de manhã e 5 aulas a noite ( já totalizando 1.200 horas – Mais do que colocado na LDB e 1000 horas no noturno). Provavelmente não haverá necessidade de ampliação dos dias letivos no nossa estado, a NÂO SER que o Geraldo Parcela entenda errado e além de retalhar nossas férias deseje ainda ampliar o número de dias letivos sem consultar a CATEGORIA.
Companheiros: Cuidado com as informações divulgadas pelo PIG ( Partido da Imprensa Golpista….rs), que obviamente tenta queimar possíveis candidaturas para 2012!!! A informação como foi veiculada tem o objetivo subliminar de semear o caos em uma categoria já cansada dos desmandos arbitrários do PSDB. Por fim, o MEC pretende discutir com orgãos competentes e importantes como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e outros como União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
Naturalmente em minha opinião pessoal devemos parar de identificar qualidade de ensino com número de horas do aluno na escola! Não se consegue melhorar a aprendizagem sem investir, valorizar e remunerar bem os professores. Valorização da categoria e infra-estrutura decente é o caminho! Portanto, defendamos nossa opinião sem nos deixar ser influenciado pelas intencionalidade por detrás da divulgação das notícas.
MEC vai colocar em debate três propostas para aumentar tempo na escola
O Ministério da Educação (MEC) vai colocar em debate três propostas para a ampliação do tempo que o aluno passa dentro da escola. Estão em discussão o aumento do número de dias letivos, de 200 para 220; aumento da carga horária diária, priorizando a educação integral; e, por fim, um “mix” das duas formas, que estabeleceria, por lei, um novo mínimo de dias e um novo mínimo de horas, aos quais as redes se adaptariam da forma mais conveniente. A compreensão da pasta é de que a carga horária de hoje, de quatro horas, é baixa.
“Tem gente que defende o aumento da carga horária; outros, o aumento do número de dias letivos. E há essa terceira ideia, de por que não fixar número mínimo de dias e de horas e dar alguma liberdade para a rede – e não a escola – se organizar? É uma terceira ideia que surgiu”, disse ao Estado o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira. “Por exemplo: se são fixadas no mínimo mil horas e no mínimo 200 dias, a escola pode dar cinco horas por dia e manter 200 dias letivos ou pode dar 4h30 em 220 dias.”
Haddad ressalta que a decisão seria das redes, e não da unidade escolar. No entanto, segundo o ministro, a realidade brasileira seria mais adaptável ao aumento de dias letivos. “Os estudos do Ricardo Paes de Barros (secretário de Ações Estratégicas da Presidência, cujo trabalho baseou a ideia do ministério de ampliar o tempo) apontam na direção de que aumentar o número de dias letivos é o que mais impacto na escola”, afirmou. “Tudo leva a crer que estamos com poucos dias letivos. Do ponto de vista da rede física, a extensão da jornada por dia encontra mais obstáculos do que a ampliação de dias. Tudo sugere que a realidade brasileira seria mais adaptável a mais dias.” (Fonte: Agência do Estado)
Notícias são construções discursivas a partir a interpretação de fatos sob determinada ótica. Por isso devemos lê-las não como verdade, não como fatos em si, mas como matérias permeadas pela parcialidade (e não imparcialidade) e pela intencionalidade da empresa (sim, o jornal é uma empresa) produtora da informação.
Na prática, boa parte do “showrnalismo” tosco produzido pelo pig (em letras minúsculas para ilustrar sua credibilidade) se assemelha a fofocas, que crescem, se espalham rapidamente, mas que se afastam muito dos fatos reais. Basta olhar a visão geral da imprensa brasileira a respeito do Lula.
Um outro agravante é que hoje, em tempos de internet, muita gente lê apenas o título da notícia e não confronta informações a partir de fontes diferentes. Senso comum debilita e distancia cada vez mais as pessoas dos fatos e do campo da participação política, tão necessária à manutenção de uma gestão democrática.
Números de dias ou horas não irá influenciar no ensino, mais com toda certeza ambas a partes irão sofrer muito com a perda dos recessos do meio do ano e no final do ano. o ensino tem que ter qualidade e não quantidade, “Como ter qualidade de ensino em salas superlotadas, abafadas, mal planejadas, com péssima acústica, sem falar que professores e alunos já viraram reféns da violência? Em que planeta esse ministro vive? Será que já entrou em uma sala de aula de uma escola pública no Brasil? Quando é que ele vai cair na real? Precisamos sim é lutar pelos 180 dias letivos, redução de alunos por turma, reforma nas escolas, recursos tecnológicos e salário dos professores”. como o Marcos já escreveu
DOS PAISES COM MENOS 200 DIAS LETIVOS NESTA LISTA, PRATICAMENTE TODOS POSSUEM INDICES MELHORES QUE OS DO BRASIL, COMPROVANDO QUE O NUMERO DE DIAS NAO E O QUE FAZ A DIFERENCA EM QUALIDADE. OUTRO ASPECTO QUE NIGUEM ESTA DANDO IMPORTANCIA E A QUESTAO DO TURISMO EM RELACAO A 220 DIAS, POIS COM TODA CERTEZA SOFRERIAM MUITO PREJUIZO COM A PERDA DOS RECESSOS DE MEIO DE ANO E FERIAS DE FINAL DE ANO .
Convidado a abrir o ‘Congresso Internacional – Educação: uma agenda urgente’ (13/09), o ministro Fernando Haddad surpreendeu no final do discurso ao defender a ampliação da carga horária para 220 dias letivos.
Haddad disse ter constatado que o número de dias letivos no Brasil é inferior a muitos países. Mas ele não está certo.
No mesmo dia 13, a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico divulgou o relatório Education at a glance 2011, que apontou exatamente o contrário: são poucos os países que possuem mais de 190 dias letivos e o Brasil é um deles.
Nos países da OCDE, os professores lecionam, em média, de 183 a 186 dias, de acordo com o nível de ensino. Apenas quatro países têm 200 ou mais dias letivos e destes, só a Coreia possui 220.
Trabalho dos professores – número de dias letivos/ano
Países membros da OCDE
Fundamental I (1)
Fundamental II (1)
Ensino Médio (1)
Alemanha
193
193
193
Austrália
197
197
193
Áustria
180
180
180
Bélgica(Flandres)
178
179
179
Bélgica (Valônia)
183
183
183
Canadá
(2)
(2)
(2)
Chile
191
191
191
Coreia
220
220
220
Rep. Tcheca
189
189
189
Dinamarca
200
200
200
Escócia
190
190
190
Eslováquia
187
187
187
Eslovênia
190
190
190
Espanha
176
176
171
Estados Unidos
180
180
180
Estônia
175
175
175
Finlândia
188
188
188
França
(3)
(3)
(3)
Grécia
177
157
157
Hungria
181
181
181
Inglaterra
190
190
190
Irlanda
183
167
167
Islândia
176
176
171
Israel
183
176
176
Itália
172
172
172
Japão
201
201
198
Luxemburgo
176
176
176
México
200
200
176
Noruega
190
190
190
Nova Zelândia
—
—
—
Países Baixos
195
—
—
Polônia
181
179
180
Portugal
175
175
175
Rep. Tcheca
189
189
189
Suécia
—
—
—
Suíça
—
—
—
Turquia
180
—
180
Média OCDE
186
185
181
Outros países
Fundamental I (1)
Fundamental II (1)
Ensino Médio(1)
Argentina
170
171
171
Brasil
200
200
200
China
175
175
175
Indonésia
251
163
163
Rússia
164
169
169
É isso ae! O espaço é de discussão!
Af,f vcs querem matar a gente? Eu tenho 11 anos to no quinto ano ta loco fica 220 dias letivos na escola!!! Só basta 200 já é chato pra caramba imagina 220? Parece que vcs nao estudaram!!!
A qualidade do ensino não está no tempo em que permanecemos na escola, e sim nas atividades q são desenvolvidas nesse período.
Fico com medo quando vejo notícias sendo vinculadas na mídia sem antes serem discutidas com as categorias que realmente conhecem do assunto em questão. Um tempo maior na escola só resultaria em um desgaste desnecessário, pois o magistério possui poucos atrativos como profissão, é só olhar para os cursos de licenciatura, tem faculdade com 6 estudantes no curso de Letras, deverá terminar com 2. Vamos melhorar o que e como deve ser ensinado nos 200 dias, que já é muito comparando com outros países, com melhor indice educacional que o nosso, provando que a solução não está no tempo de permanência. Professores.
Li sobre a notícia no próprio portal do MEC, e a verdade é que, entre as três alternativas, o ministério prefere o aumento de dias letivos, pois é mais barato para o ensino público submeter o professor a mais trabalho do que construir a condição de turno integral.
Vamos lutar por 180 dias letivos, o rendimento dos alunos caiu com 200 dias letivos, e o rendimento dos professores também. 180 dias letivos JÁ! 220 dias letivos é para escravizar os professores, é uma total vergonha. Por isso que eu digo, vão para as urnas votar em branco e nulo pessoal !
Você acha que tá legal e ainda quer diminuir mais??? Gente, acorda! Se tem um feriado na quinta, sexta com certeza a escola pública emenda. É um tal de conselho de classe…
Como se o problema da educação no Brasil fosse esse. Como ter qualidade de ensino em salas superlotadas, abafadas, mal planejadas, com péssima acústica, sem falar que professores e alunos já viraram reféns da violência? Em que planeta esse ministro vive? Será que já entrou em uma sala de aula de uma escola pública no Brasil? Quando é que ele vai cair na real? Precisamos sim é lutar pelos 180 dias letivos, redução de alunos por turma, reforma nas escolas, recursos tecnológicos e salário dos professores. Marcos, gostei do seu post, foi bastante esclarecedor.
O problema não está em salas lotadas, material didático adequado ou no professor. O problema tem nome fácil de pronunciar: desinteresse total da maioria dos alunos! Estudei no período que meus pais contavam as folhas do me caderno, com menos dias letivos e mesmo assim aprendi a lidar com situações-problema, algo que os alunos de hoje nem sonham fazer